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Transtorno de Personalidade Borderline (TPB): o que é, sintomas e a importância da avaliação especializada

  • Foto do escritor: Vanessa Alencar
    Vanessa Alencar
  • 6 de jan.
  • 3 min de leitura

O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), também conhecido como Transtorno de Personalidade Emocionalmente Instável, é uma condição de saúde mental caracterizada por intensa instabilidade emocional, nos relacionamentos interpessoais, na autoimagem e no controle dos impulsos. Apesar de ainda existir muito preconceito e desinformação sobre o tema, o TPB pode ser compreendido, avaliado e acompanhado de forma adequada, promovendo qualidade de vida e melhor funcionamento emocional e social.

Neste artigo, você vai entender o que é o Transtorno Borderline, seus principais sintomas, como é feito o diagnóstico e qual o papel da avaliação psicológica e neuropsicológica nesse processo.



O que é o Transtorno de Personalidade Borderline?


O TPB é um transtorno de personalidade descrito nos principais manuais diagnósticos, como o DSM-5, e costuma se manifestar no final da adolescência ou início da vida adulta. Pessoas com Borderline apresentam uma sensibilidade emocional muito elevada, reagindo de forma intensa a situações que envolvem rejeição, abandono ou frustração.

Essa condição não está relacionada à fraqueza emocional ou falta de caráter. Trata-se de um transtorno complexo, influenciado por fatores biológicos, psicológicos e ambientais, incluindo experiências precoces de trauma, invalidação emocional e dificuldades no desenvolvimento da regulação emocional.


Principais sintomas do Borderline


Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem:

  • Medo intenso de abandono, real ou imaginado

  • Relacionamentos interpessoais instáveis, alternando entre idealização e desvalorização

  • Alterações frequentes e intensas de humor

  • Sensação crônica de vazio

  • Dificuldade na construção da identidade e da autoimagem

  • Comportamentos impulsivos (gastos excessivos, uso de substâncias, compulsões, direção imprudente)

  • Episódios de raiva intensa ou dificuldade em controlá-la

  • Comportamentos autolesivos ou ideação suicida

  • Sintomas dissociativos ou paranoides em situações de estresse

É importante destacar que nem toda instabilidade emocional indica TPB. Por isso, a avaliação profissional é fundamental.


Borderline é o mesmo que bipolaridade?


Essa é uma dúvida muito comum. Embora ambos os quadros envolvam alterações de humor, Borderline e Transtorno Bipolar não são a mesma coisa.

No TPB, as mudanças emocionais costumam ser rápidas e reativas a acontecimentos externos, principalmente nos relacionamentos. Já no transtorno bipolar, os episódios de mania, hipomania ou depressão tendem a ser mais duradouros e não necessariamente ligados a eventos imediatos.

A diferenciação correta só é possível por meio de uma avaliação clínica detalhada.


Como é feito o diagnóstico do Transtorno Borderline?


O diagnóstico do TPB é clínico e deve ser realizado por um profissional qualificado, geralmente psicólogo ou psiquiatra, a partir de:

  • Entrevista clínica aprofundada

  • Histórico de vida e funcionamento emocional

  • Observação de padrões de comportamento ao longo do tempo

  • Aplicação de testes psicológicos e instrumentos padronizados

A avaliação psicológica e neuropsicológica pode contribuir significativamente para o processo diagnóstico, auxiliando na compreensão de aspectos como:

  • Regulação emocional

  • Impulsividade

  • Funções executivas (controle inibitório, planejamento, tomada de decisão)

  • Atenção e memória

  • Funcionamento da personalidade

Essa avaliação também é essencial para o diagnóstico diferencial, especialmente em relação a condições como TDAH, transtornos do humor, transtornos de ansiedade e TEA em adultos.


A importância da avaliação neuropsicológica no Borderline


A avaliação neuropsicológica não serve apenas para confirmar ou descartar diagnósticos, mas para compreender o funcionamento cognitivo e emocional do indivíduo de forma ampla.

No contexto do TPB, ela pode ajudar a:

  • Identificar prejuízos cognitivos associados à impulsividade e à instabilidade emocional

  • Diferenciar sintomas primários de comorbidades

  • Fornecer dados objetivos para o planejamento terapêutico

  • Apoiar decisões clínicas e psiquiátricas

Esse processo é especialmente relevante em adultos que passaram anos sem um diagnóstico claro e apresentam sofrimento emocional significativo.

Existe tratamento para o Transtorno Borderline?


Sim. Embora o TPB seja um transtorno de personalidade, há tratamentos eficazes. A psicoterapia é o principal recurso, com destaque para abordagens como a Terapia Dialético-Comportamental (DBT), entre outras. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico pode ser indicado para manejo de sintomas específicos.

O primeiro passo, no entanto, é sempre uma avaliação bem conduzida, que permita compreender a história, os sintomas e as necessidades individuais de cada pessoa.


Quando buscar ajuda profissional?


Se você ou alguém próximo apresenta sofrimento emocional intenso, dificuldade nos relacionamentos, impulsividade ou histórico de autolesão, buscar uma avaliação profissional é fundamental.

Um diagnóstico adequado não rotula — ele direciona o cuidado, promove autoconhecimento e abre caminhos para um acompanhamento mais eficaz.

Avaliação psicológica e neuropsicológica especializada

A Vanessa Alencar realiza avaliações psicológicas e neuropsicológicas com foco em uma compreensão profunda e ética do funcionamento emocional e cognitivo, respeitando a singularidade de cada pessoa.

Se você deseja saber mais sobre avaliação diagnóstica ou agendar um atendimento, entre em contato e dê o primeiro passo em direção ao cuidado com a saúde mental.

 
 
 

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